Análise: Ponte Preta 1 x 0 São Paulo

Caros, amigos tricolores, hoje farei a minha primeira análise de uma partida no site. Na tarde deste domingo (4), em Campinas, as coisas começaram de uma forma bem peculiar.

Primeiro, a polícia da cidade não permitiu a entrada dos ônibus que traziam os torcedores são-paulinos com a alegação de que eles não tinham ingressos e que as bilheterias do estádio haviam fechado no final da manhã. Mas segundo a assessoria da Ponte Preta, as bilheterias ainda estavam funcionando naquele momento.

Em seguida tivemos a notícias que os médicos do São Paulo vetaram de última hora a participação de Cueva na partida. O motivo? Preferia nem contar, mas foi um tremendo erro amador. O jogador estava sentindo um incomodo e, para aliviar a dor, aplicaram um spray. Até aí nada demais, só que logo depois perceberam que o tal do spray continua substâncias proibidas pelo antidoping.

O nosso time mais amado está com o elenco tão grande, que além de ter se dado o luxo de perder o seu principal jogador do meio de campo, estava com todos os atletas do elenco na partida. E depois, ainda vão cobrar o Rogério…

Enfim, depois dessas situações atípicas, o São Paulo foi a campo com um esquema que vem se consolidando, o 3-4-3. Com Renan Ribeiro no gol, Lucão, Maicon e Rodrigo Caio fechando a linha de defesa, Cícero e Jucilei na volância, Júnior Tavares e Thomaz pelos lados do meio de campo, Marcinho e Luiz Araújo pelas pontas, e Lucas Pratto como homem de área.

No primeiro tempo, o São Paulo foi predominante não levou sustos e teve mais chances de gol. De fato, este esquema dá uma segurança. Logo no início da partida, Cícero desperdiça uma chance após chegar de carrinho em uma bola desviada de cabeça pelo Pratto. E depois foi a vez do próprio argentino receber um passe açucarado de Jucilei e desperdiçar mais uma chance. Fora esses lances, Luiz Araújo e Marcinho estavam tendo bastante liberdade para poder criar jogadas e a única hora que levamos um susto daqueles foi quando Júnior Tavares prendeu muito a bola e a Ponte fez o desarme e estava partindo em um contra-ataque 3×1. A sorte foi que o juiz viu a falta neste lance, mas imagina se ele não desse a falta?!

Já no segundo tempo, estava confiante que o nosso clube mais querido iria continuar bem na partida e garantir uma vitória tranquila. Salvo engano, esqueci que o São Paulo só tem preparo físico apenas para o primeiro tempo! É incrível como isto é visível e ninguém faz nada. Dessa forma nunca vamos saber se temos um time bom. Um bom exemplo é a Chapecoense, no papel não tem aqueeele time, mas na prática, além da liga, o preparo físico tem feito a diferença. Os caras correm o jogo inteiro! É impressionante!

Logo aos 5 minutos, em um erro de posicionamento da zaga do São Paulo, a Ponte Preta abriu o placar com Lucca. 10 minutos após tomar o gol, Rogério Ceni partiu pro desespero, colocou Gilberto no lugar de Thomaz e o time passou a jogar em um 3-3-4. Até que deu pinta que, com o time todo no ataque, o gol ia sair. Pratto recebeu um cruzamento fechado do Marcinho e exigiu uma boa defesa do Aranha. Entretanto, Gilson Kleina promoveu 2 substituições para congestionar o meio de campo. Isto, alinhado com o cansaço do tricolor paulista, foi determinante para manter o placar da partida. Rogério tratou de mudar mais uma vez o esquema tático, promovendo as entradas de Bruno no lugar de Lucão e a estreia do jovem Leo Natel no lugar do Marcinho. Mas, as mudanças não movimentaram o resultado da partida.

É lamentável, para um time que almeja uma vaga na Libertadores 2017, não capitalizar pontos contra adversários menores. Tudo bem, a Ponte Preta foi finalista do Paulistão e é um time que muitas vezes surpreende, mas para ir bem na Série A, tem que ter este tipo de pensamento, sim!

Assim como, é triste imaginar que um time como o São Paulo não consegue mais ser contundente na contratação de reforços. Sempre é uma novela, sempre os valores assustam e sempre perdemos meio time na metade da temporada.

Vamos as análises individuais:

Renan Ribeiro: Fez mais uma partida segura e não teve culpa no gol que levou. Nota: 60

Lucão: Não comprometeu e está até ganhando confiança com as oportunidades dadas. Nota: 50

Maicon: Fez o feijão com arroz. Nota: 50

Rodrigo Caio: Fez uma partida regular, entretanto, devido a uma falha de posicionamento, deu condição legal no gol da Ponte. Nota: 50

Thomaz: Não conseguiu render o que se era esperado dele. Nota: 50

Jucilei: Mais uma vez um dos melhores do time. Nota: 65

Cícero: Ele quase não aparece, pois se dedica muito em prol do time. Nota: 55

Júnior Tavares: Umas das piores partidas dele no clube. Quase entregou a paçoca no primeiro tempo e afrouxou na marcação no gol do adversário. Nota: 45

Marcinho: Tentou algumas boas jogadas, mas depois caiu de rendimento. Nota: 55

Lucas Pratto: O pé hoje não estava calibrado. Nota: 50

Luiz Araújo: Teve bastante espaço no primeiro tempo, só que não aproveitou a liberdade em campo. Nota: 50

Gilberto: Entrou pilhado e quase fez um golaço. Foi só isso mesmo. Nota: 50

Bruno: Entrou pra compor a defesa e diminuir os espaços. Nota: 50

Léo Natel: Jogou apenas 10 minutos. Sem nota

Rógerio Ceni: Ele está tendo que fazer milagres com as poucas peças disponíveis e ainda perdeu um jogador importante pouco antes da partida começar. Não tem como colocar nada na conta dele. Muito pelo contrário, ele abriu mão do seu esquema favorito (4-3-3) e está consolidando o 3-4-3. Nota: 60

 

Espero que tenha gostado da análise.

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Sou publicitário, trabalho com sites e apaixonado pelo tricolor paulista! Resolvi juntar todas as minhas paixões e transformá-las no #TeamSãoPaulo.

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